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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As formas da intertextualidade em Sin city




3 – Sin City - Cenas de O cliente tem sempre razão.


              (...).
              Gérard Genette, ao se referir à intertextualidade, no texto Palimpsestos, apresenta a seguinte definição: “(...) relação de co-presença entre dois ou vários textos, isto é, essencialmente, e o mais frequentemente, como presença efetiva de um texto em um outro” (GENETTE, 2005, p. 9). Além disso, Genette menciona a citação e alusão como formas distintas de intertextualidade. Para ele, a citação é a “forma mais explícita e mais literal” (GENETTE, 2005, p. 9), enquanto a alusão é justamente o oposto: “menos explícita e menos literal” (GENETTE, 2005, p. 9). Com base nessas passagens, é possível interpretar a semelhança da imagem do filme com a imagem da obra de Miller como uma citação, que não pode ser considerada totalmente “literal”, por se tratar de uma imagem, mas o fato é que a cena do filme remete o espectador às páginas dos livros de Frank Miller, por recuperar o estilo do autor, com desvios mínimos, resultantes dos efeitos dos recursos próprios do cinema, que são distintos daqueles utilizados nas HQs.
              Voltando à análise comparativa das cenas de O cliente tem sempre razão, observa-se uma mudança importante, que se refere à cor do vestido da cliente. Embora o colorido não apareça na história tomada como base, esse recurso é bastante comum na arte de Miller, principalmente nas outras narrativas de Sin city volume 6 (e que dividem espaço com O cliente tem sempre razão), e na história do volume 4, intitulada O assassino amarelo:


4 – Sin City - Cenas de O assassino amarelo.
Imagem disponível em: http://www.devir.com.br/sincity/comp3.htm




 5 – Sin City - Personagem de Blue eyes na história em quadrinhos (MILLER, 2005c, p. 10) e Becky, personagem do filme baseada na protagonista de Blue eyes.[1]  


Os exemplos acima demonstram o uso que Frank Miller faz das cores puras, para fazer sobressair os personagens, a sensualidade e também a violência, que marcam suas histórias, nas quais predominam o preto, o branco e o cinza.
              Relacionando o uso do amarelo e do azul, conforme demonstrado nas figuras 4 e 5, com a cor vermelha, que deu destaque ao vestido da cliente, na figura 3, chega-se a um exemplo de alusão, no filme Sin city. O que diferencia alusão e citação é justamente o grau de proximidade em relação ao texto base e a quantidade de elementos resgatados. Na ilustração que Miller faz da cliente na sacada (figura 3), a cor vermelha não é usada. O vestido vermelho, nesta cena, fica por conta da equipe do filme. Embora o vermelho seja utilizado em alguns desenhos de Miller, o conjunto “cliente na sacada usando um vestido vermelho” não corresponde à imagem original. Portanto, não há “literalidade” e, na ausência dessa característica, o que predomina é a alusão em vez da citação.
              Outro exemplo de alusão foi demonstrado na figura 5, afinal, os olhos azuis também não fazem parte das características da personagem Becky, de A grande matança. Entretanto, a mescla de Becky com a protagonista de Blue eyes faz alusão a uma característica de estilo de Miller e à outra história, com personagem similar à Becky, já que a dona verdadeira dos olhos azuis também é prostituta e também vive na cidade do pecado.
              A citação e a alusão, como formas de intertextualidade, servem, portanto, para estabelecer o vínculo necessário entre adaptação e texto fonte. Mas a alusão, isolada, serve ainda para potencializar a multiplicidade, por meio do não dito. As histórias da garota com olhos azuis e da mulher com vestido vermelho (Blue eyes e The babe wore red, respectivamente) não são contadas, no filme, mas são sugeridas, aludidas, e isso já é suficiente para fazer o espectador que é também leitor de Frank Miller perceber ainda mais relações entre as duas artes.

(Parte do artigo intitulado Sin city O assassino amarelo (e outras histórias), escrito por Verônica Daniel Kobs e publicado na revista Todas as musas, ano 3, n. 2, jan.-jun. 2012.)



[1] A foto da personagem representada pela atriz Alexis Bledel foi tirada pela autora do artigo, durante a reprodução do filme, em DVD (SIN City, 2005).



terça-feira, 15 de maio de 2012

SCRIPTA UNIANDRADE v. 10, n. 1 e 2 – ano 2012 CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

Prezados Professores:

O Conselho Editorial da Scripta Uniandrade (Qualis B1) tem o prazer de convidá-los para
participarem do volume 10, números 1 e 2 da revista, cujos dossiês temáticos são
“Escrituras femininas brasileiras” e “Escrituras femininas de expressão inglesa”
respectivamente. O periódico tem como foco a publicação de artigos que tratam da
literatura em diálogo com a teoria literária, os estudos culturais e as artes e mídias (teatro,
cinema, artes plásticas, música e outros). Nas edições mencionadas, reuniremos artigos
sobre textos escritos por mulheres em gêneros diversos (ficção, dramaturgia, poesia) e
mídias (literatura, romances gráficos, escrituras fílmicas, etc.), sob abordagens, óticas e
eixos temáticos variados. Almejamos, assim, aprofundar a reflexão teórica sobre a questão
do feminino, mapear a pluralidade de textualidades femininas e situar a autoria feminina na
história da arte, literatura e cultura.
Prazo para envio de trabalhos:
v. 10, n. 1 – 30 de agosto de 2012
v. 10, n. 2 – 30 de setembro de 2012
Prazo para publicação: dezembro de 2012
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
1 Os trabalhos entregues para apreciação e possível publicação em qualquer das
revistas do Centro Universitário Campos de Andrade – Uniandrade – deverão seguir os
seguintes parâmetros:
· Ser preferencialmente inéditos.
· Ser redigidos em português, espanhol ou inglês.
· Ter no mínimo 10 páginas (cerca de 4000 palavras) e no máximo 20 páginas (cerca de
8000 palavras).
· Incluir dois resumos (de 100 a 120 palavras cada um), antes do início do texto, um em
português e outro em língua estrangeira.
· Incluir, após os resumos, palavras-chave (de três a seis) em português e na língua
estrangeira.
· Ser digitados em folha A4, com fonte Arial 12, espaçamento 1,5.
· Incluir no corpo do trabalho, entre aspas, citações de até quatro linhas. Citações com
mais linhas devem ser destacadas do texto, alinhadas  pela margem de parágrafo,
digitadas com fonte Arial 11, espaçamento simples, e não conter aspas.
· Incluir referências às citações no próprio texto, entre parênteses. Exemplo: (MILLER,
2003, p. 45-47). Evitar, na medida do possível, a inclusão de notas de final de texto.
· Seguir as normas da ABNT quanto à digitação das referências a serem incluídas
depois das notas de final de texto, se houver.
· Para livros, a entrada deverá ter o seguinte formato:  GOMES, C.  Metodologia
científica. 2. ed. São Paulo: Atlântica, 2002.
.    Para capítulos de livros: BARTHES, R. A morte do autor. In: _____. O rumor da
língua. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004, p. 57-64.
· Para artigos publicados em revistas: MOSER, W. As relações entre as artes: por
uma arqueologia da intermidialidade. Aletria: Revista de estudos de literatura, Belo
Horizonte, v. 14, p. 42-65, jul./dez. 2006.

·  Para citação eletrônica: LIMA, G.  Referências de fonte eletrônica. Disponível
em: <http://www.format.com.br > Acesso em: 21 set.  2006.
· Ser enviadas aos editores, como anexo, via e-mail,  sem identificação. A
identificação deve ser enviada em outro anexo e conter o título do trabalho, o nome
do autor, a titulação, a instituição da titulação, a instituição à qual está vinculado e
o cargo que ocupa na mesma, o endereço pessoal completo, bem como telefones
e e-mail para contato.
2   Os autores deverão encaminhar parecer do Comitê de Ética de sua Instituição ou
submeter seu trabalho ao Comitê de Ética da Uniandrade, se o Conselho Editorial
achar necessário.
3  O Conselho Editorial poderá recusar trabalhos que não atendam às normas incluídas
acima.
4 Depois de aceitos pelo Conselho Editorial, os trabalhos de pesquisa serão submetidos
ao Conselho Consultivo para leitura, análise e parecer.
5 Por via eletrônica ou postal, o Conselho Editorial comunicará ao autor a avaliação feita
por membros do Conselho Consultivo.
6   Os artigos aprovados com restrições serão encaminhados aos autores para
alteração. Nestes casos, a Comissão Editorial se reserva o direito de recusar o artigo,
caso as alterações efetuadas não atendam às solicitações dos consultores.
   
7 O direito de cópia referente aos artigos publicados pertence a Uniandrade.
8   O envio do artigo para publicação implica na aceitação das condições acima citadas.
Dossiês temáticos das próximas edições:
2012, v. 10, n. 1: Escrituras femininas brasileiras
2012, v. 10, n. 2: Escrituras femininas de expressão inglesa
2013, v. 11, n. 1: Representações do sujeito pós-moderno
2013, v. 11, n. 2: Representações de alteridades
2014, v. 12, n. 1: Textualidades memorialísticas
2014, v. 12, n. 2: Releituras contemporâneas do gótico
Endereços eletrônicos para envio de trabalhos:
brunilda9977@gmail.com
anniesc@bol.com.br
Endereço para correspondência:
Centro Universitário Campos de Andrade – UNIANDRADE
a/c Daniele Nunes Motta
Scripta Uniandrade – Mestrado em Teoria Literária
Cidade Universitária
Edifício José Barros – 4º andar
Rua João Scuissiato, n. 1 – Santa Quitéria
80310-310 Curitiba, PR

domingo, 6 de maio de 2012

DO PARATEXTO AO TEXTO: REVELANDO OS ENÍGMAS DO LIVRO OU “LETRAS E RISCOS IRREGULARES ABRINDO PARA A MARAVILHA”

Eunice de Morais




O Esplendor (Álvaro de Campos, in: Poemas. Heterônimo de Fernando Pessoa)




E o esplendor dos mapas, caminho abstracto para a imaginação concreta,

Letras e riscos irregulares abrindo para a maravilha.



O que de sonho jaz nas encadernações vetustas,

Nas assinaturas complicadas (ou tão simples e esguias) dos velhos livros.



(Tinta remota e desbotada aqui presente para além da morte),

O que de negado à nossa vida quotidiana vem nas ilustrações,

O que certas gravuras de anúncios sem querer anunciam.



Tudo quanto sugere, ou exprime o que não exprime,

Tudo o que diz o que não diz,

E a alma sonha, diferente e distraída.



Ó enigma visível do tempo, o nada vivo em que estamos! 


# # # # #


A proposta desta discussão surgiu em meio a uma série de estudos que desenvolvi nos últimos anos, tendo como foco as relações entre a ficção e a história. O contato com o texto da pesquisadora espanhola Célia Fernández Prieto Historia y novela: poética de La novela histórica (2003) me fez voltar o olhar para alguns elementos que acompanham e complementam o texto para compor o que conhecemos hoje como livro. Estes elementos, denominados paratextos por Gérard Genette e “Franjas do texto” por Philippe Lejeune, seriam para Fernández Prieto fontes significativas para desvendar as diferenças e semelhanças, distanciamentos e aproximações entre o romance histórico romântico e o romance histórico pós-moderno.  Um estudo mais aprofundado sobre os paratextos, em especial nas obras literárias, no entanto, pode nos levar a uma série de apontamentos a respeito de sua função e de seu caráter revelador diante das obras que anunciam e/ou enunciam. Será através deles, estas “letras e riscos irregulares” que entraremos a desvendar o mundo maravilhoso dos livros. Assim como nos diz o poema de Álvaro de Campos,, heterônimo de Fernando Pessoa, queremos descobrir o que há de sonho nas encadernações vetustas, nas assinaturas complicadas ou simples dos velhos (e dos novos) livros. 
A definição de paratexto apresentada por Genette em seu Paratextos editoriais (2009 [1987]) nos remete a duas questões importantes, vejamos:


Um texto raramente se apresenta em estado nu, sem o reforço de e o acompanhamento de certo número de produções, verbais ou não, como um nome de autor, um título, um prefácio, ilustrações, que nunca sabemos se devemos ou não considerar parte dele, mas que em todo caso o cercam e prolongam exatamente para apresentá-lo. (Genette, 2009, p. 9).


A primeira questão nos leva a refletir sobre o passado e nos perguntar: isso sempre foi assim? O livro sempre foi livro tal como se apresenta hoje? Certamente que não. A história desse objeto, o livro, que se modifica em conformidade com a evolução tecnológica, econômica e cultural da humanidade segue acompanhada da história de sua recepção e da leitura. E me parece que essas histórias podem ser contadas através da observação dos paratextos. A segunda questão, essa que nos interessa mais especificamente nesta palestra, ao contrário, nos remete ao presente, pois a meu ver a importância e a quantidade destes elementos que reforçam e acompanham o texto ganharam força no sentido de definir e até de manipular o que quem e como se deve ler. Lembramos, segundo Genette, que:


Com efeito, essa franja, sempre carregando um comentário autoral, ou mais ou menos legitimada pelo autor, constitui entre o texto e o extratexto uma zona não apenas de transição, mas também de transação: lugar privilegiado de uma pragmática e de uma estratégia, de uma ação sobre o público, a serviço, bem ou mal compreendido e acabado, de uma melhor acolhida do texto e de uma leitura mais pertinente – mais pertinente, entenda-se, aos olhos do autor e de seus aliados.


Assim, se Genette apresenta dúvidas sobre se devemos ou não considerar o paratexto como parte do texto, gostaria eu de discutir essa dúvida quando temos diante de nós um romance histórico, para limitarmos o corpus de observação, produzida ou reeditada nas últimas duas ou três décadas. Penso aqui em romances como os biográficos de Ana Miranda, Ângela Dutra de Meneses em O português que nos pariu, João Ubaldo Ribeiro em Viva o povo Brasileiro, Doc Comparato, em A Guerra das imaginações, Domício Proença Filho, em Capitu, memórias póstumas,, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta com o Terra Papagalli; penso ainda numa literatura infantil, em que a ilustração deve ser levada tão a sério quanto o texto literário, como temos em Chapeuzinho amarelo, de Chico Buarque ou o instigante e perturbador livro de Paulo Ventureli,  Admirável ovo novo. Para que não nos estendamos muito, apresentamos a leitura de alguns elementos paratextuais presentes em três obras: O Ladrão de raios (2009 2 edição, [2005]), Livro um da coleção Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan e Dias e Dias (2002), de Ana Miranda. Estes romances, marcados foram escolhidos justamente pela diferença que apresentam tanto no plano estético da composição literária (gênero) como no plano intencional proposto pelo estilo de cada produção. A análise dos mesmos nos dará uma boa dimensão do quanto é importante quando não é essencial, hoje mais do que nunca, a leitura destes elementos para a criação de um horizonte de expectativa do leitor em relação à obra, para o estabelecimento de um pacto entre autor-texto-leitor, bem como para a compreensão e interpretação da obra.






terça-feira, 17 de abril de 2012

SHAKESPEARE EM QUESTÃO



Profa. Dra. Anna Stegh Camati






Participação no 40º Encontro Anual da Shakespeare American Association (SAA), em Boston (EUA).


De 5 a 7 de abril de 2012 participei do 40º Encontro Anual da Shakespeare American Association (SAA), em Boston (EUA) e, no dia 7 de abril, tomei parte dos debates no Seminário intitulado “Shakespeare in Public” (Shakespeare inserido na cultura pública), coordenado pela Profa. Dra. Denise Albanese, da George Mason University, com o trabalho intitulado “Brazilianizing Shakespeare for Popular Audiences: The Street Spectacle Sua Incelença, Ricardo III” (Abrasileiramento de Shakespeare para plateias populares:  o espetáculo de rua Sua Incelença, Ricardo III), em co-autoria com a Profa. Liana Leão da UFPR. 


 Imagem da cena de abertura do espetáculo Sua Incelença, Ricardo III




Com base em teorias contemporâneas que consideram a dramaturgia clássica como um espaço privilegiado de negociação cultural, nosso trabalho aborda a tropicalização do texto shakespeariano Ricardo III e a musicalização da cena da produção de teatro de rua do grupo potiguar Clowns de Shakespeare, intitulada Sua Incelença, RicardoIII.  É uma versão lúdica, irreverente e politizada, dirigida por Gabriel Villela que também foi responsável pelo êxito de Romeu e Julieta do Grupo Galpão, apresentado no Teatro Globe em Londres, em 2000. O trabalho discute a estética da cena que privilegia as linguagens paródicas e a mistura de elementos da arte erudita e cultura popular, e reflete sobre a aproximação entre a cultura medieval inglesa e o fenômeno do Cangaço no sertão nordestino. A trajetória sanguinária de Ricardo III, na Inglaterra medieval, é associada às matanças envolvendo coronéis, policiais e cangaceiros nos feudos do Brasil arcaico durante o século XIX e início do XX.  Os paralelos históricos de corrupção e oportunismo, que também remetem ao cenário político brasileiro da atualidade, provocaram risos subversivos na plateia reunida em espaço público. O espetáculo, assim, atingiu seus propósitos críticos ao incorporar temáticas e linguagens em sintonia com a realidade sócio-cultural brasileira, visto que a função da adaptação dos clássicos é promover uma reflexão sobre problemas e inquietações da contemporaneidade.


Global Shakespeares – Video & Performance Archive – Massachusetts Institute of Technology (MIT),  Boston (EUA).


O Global Shakespeares – Video & Performance Archive é um projeto colaborativo que permite acesso online, em âmbito global, a encenações shakespearianas, além de disponibilizar material de ensino e pesquisa elaborado por estudiosos e especialistas. Esse site, em constante expansão, abriga produções shakespearianas digitalizadas do Mundo Árabe, Ásia – Leste e Sudeste, Índia, Brasil, Europa, Reino Unido e Estados Unidos. No dia 9 de abril de 2012, na qualidade de co-editoras do arquivo digital do Brasil, as professoras Liana Leão, Anna Stegh Camati e Cristiane Busato Smith participaram de uma reunião,  para traçar objetivos e metas a serem cumpridas no ano de 2012, com a equipe que idealizou, implantou e gerencia o referido projeto nas dependências do MIT, dentre eles o Prof. Dr. Peter Donaldson, Diretor e Editor-chefe do Arquivo Global Shakespeares e do MIT Shakespeare Project; Suzana Lisanti, Senior Web Communications Stategist e Coordenadora do Projeto; e Belinda Yung, Project Manager e Diretora Técnica do Projeto. Em seguida, sob a  orientação de Suzana Lisanti e Belinda Yung, que generosamente dividiram seus conhecimentos e expertise conosco, foram realizados trabalhos de edição de clips de algumas cenas de montagens brasileiras, com legendas em inglês. A Profa. Liana Leão e eu editamos, em parceria, um clip da cena do balcão do espetáculo de rua Romeu e Julieta do Grupo Galpão que logo estará disponível no site Global Shakespeares (MIT). Acesse o arquivo digital brasileiro que, atualmente, conta com vinte e cinco produções, no seguinte endereço eletrônico: http://globalshakespeares.org/brazil


ABRIL de SHAKESPEARE VI, de 23 a 27 de abril em Curitiba.


Curitiba vem sendo apontada como uma das principais cidades de nosso país que cultivam a arte e a cultura. Após o sucesso de cinco edições do "ABRIL DE SHAKESPEARE" (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010), tradicionalmente realizadas na semana do dia 23 de abril, data do aniversário de nascimento e morte de William Shakespeare, o evento, que passou a ser bienal a partir de 2010, já se tornou um marco no calendário cultural de nossa cidade. No corrente ano, as professoras  Anna Stegh Camati (UNIANDRADE),  Liana de Camargo Leão (UFPR) e  Célia Arns de Miranda (UFPR) que organizam e coordenam esse evento inter-institucional desde a sua incepção em 2006, realizarão o “ABRIL DE SHAKESPEARE VI”, de 23 a 27 de abril de 2012, objetivando, principalmente, divulgar e popularizar a obra de Shakespeare e introduzir o público participante no universo multifacetado do autor sob uma ótica contemporânea. Com entrada franca, é dirigido não apenas ao meio acadêmico, professores, alunos de graduação e pós-graduação, mas à comunidade curitibana como um todo e, neste ano de 2012, contará com o apoio e a colaboração das seguintes universidades, instituições culturais e outras: Universidade Federal do Paraná (UFPR), Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Cultura Inglesa, Solar do Rosário, Casillo Advogados e Country Clube. A programação, que incluirá um mini-curso e palestras seguidas de debates, será desenvolvida por renomados especialistas shakespearianos, respeitados no Brasil e no exterior, oriundos de vários estados brasileiros.
Veja a programação completa do evento na página do Mestrado em Teoria Literária, no site da UNIANDRADE:  <www.uniandrade.br>