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segunda-feira, 27 de abril de 2026

 MAIS UMA OFICINA CONFIRMADA EM EVENTO DO SESC-PR

 

Créditos das imagens: Canva, Instagram e LinkedIn.

 

A terceira edição do curso de Psicologia Narrativa vem aí, em um formato mais curto e mais interativo. E menos de um ano, três edições desse crossover de sucesso entre a Literatura e Psicologia.

Em breve, mais informações no Instagram: @literatura.uniandrade

quinta-feira, 16 de abril de 2026

MAIS UM CAPÍTULO DA PARCERIA UNIANDRADE & SESC-PR


Para os amantes da nona arte, nossa egressa, Amanda Vital, está preparando uma oficina inédita.
"Quadrinhos – História e Produção"
Ementa: Durante a oficina serão abordados os seguintes temas: a história das histórias em quadrinhos, no mundo e no Brasil (início das narrativas visual e verbo-visual, primeiras HQs, etc.); e principais formatos e variações possíveis de técnicas e materiais. Ao fim da oficina, será proposto um exercício de elaboração de roteiros e personagens.
Em breve, mais informações em nosso Instagram:
@literatura.uniandrade


Créditos da imagem: Canva, Instagram, Fantasia Wiki e Scream & Yell. 


terça-feira, 14 de abril de 2026

 TRABALHO APROVADO PARA COLÓQUIO INTERNACIONAL DE INTERMIDIALIDADE


As professoras Mail Marques de Azevedo e Verônica Daniel Kobs estarão no Colóquio Internacional do Grupo Intermídia, em maio, na charmosa cidade de São João del-Rei. Juntas, elas escolheram analisar a obra de Frida Kahlo. Esse tema promete!!!


Créditos da imagem: Etsy e UFMG.


Que tal dar uma espiadinha no resumo do trabalho?

IN MEDIA RES: FRIDA KAHLO E A INTERMIDIALIDADE BIOGRÁFICA

Este trabalho, inscrito no eixo temático “Paisagem, memória, nostalgia”, analisa a intermidialidade biográfica como princípio estruturante da autorrepresentação no diário e nos quadros de Frida Kahlo e no filme Frida (EUA/CA, 2002), de Julie Taymor, considerando a paisagem como forma recorrente de mediação do vivido. Focaliza-se inicialmente o diário íntimo de Frida, texto multimidiático construído a partir do paralelismo entre imagens e palavras, produtos da imaginação artística. Na pintura, que constitui a segunda parte deste estudo, destacam-se o trauma e a paisagem — corporal, doméstica e cultural, reiterando as origens da artista e neutralizando a europeização. Nesse contexto, a nostalgia manifesta-se de forma ambivalente, pois é reforçada pela afirmação da identidade mexicana, ancorada em paisagens simbólicas, mas passa a ser tensionada nos quadros que reiteram o passado trágico. Na terceira seção, analisa-se o filme, que evidencia as fontes históricas e políticas de Frida, num painel representativo da paisagem da cultura mexicana. Articulando corpo, movimento, imagem e som, a adaptação fílmica investe em recursos de picturalidade para consolidar os efeitos formais da circulação entre mídias, característica central da intermidialidade biográfica. No referencial teórico, utilizam-se: Irina Rajewsky, Liliane Louvel, Bolter & Grusin, Santaella & Nöth, no que diz respeito à intermidialidade e remediação; Philippe Lejeune, Paul Ricoeur, Maurice Halbwachs, Svetlana Boym e Leigh Gilmore, para discutir memória, nostalgia, autobiografia e trauma; além de Hans Belting, W. J. T. Mitchell e Marcel Martin, que respaldam as análises relacionadas à visualidade, autorrepresentação e paisagem.

 


sexta-feira, 10 de abril de 2026

 UNIANDRADE & SESC-PR


Fique por dentro da primeira novidade desta parceria que vai movimentar nossos Programas!


Fontes das imagens: Canva, LinkedIn e Touché Livros




quarta-feira, 1 de abril de 2026

 CONTEMPLAR A ARTE COM TODOS OS SENTIDOS


Patrícia Fiori Manfré

 

A experiência de participar de uma apresentação multissensorial é única e pessoal, pois diferentemente das formas tradicionais de visitação artística, nas quais somos nós nos deslocamos até as obras e as contemplamos por meio da visão, essa proposta rompe com a lógica da contemplação unilateral e convida o público a vivenciar a arte de maneira mais integrada e sensorial.

Minha primeira experiência nesse formato ocorreu em 2023, durante a exposição interativa “Van Gogh & Impressionistas”. Ela se mostrou inovadora justamente por inverter o movimento habitual dos museus: não somos nós que caminhamos em direção às obras, mas elas que se projetam em nossa direção. Cores, formas e movimentos nos envolvem por todos os lados, criando um ambiente no qual a arte deixa de ser apenas observada e passa a ser sentida. A visão continua sendo o sentido central, mas é acompanhada por sons, variações de luzes e pela própria espacialidade, que amplia as sensações de pertencimento e imersão.

Outro aspecto que merece destaque é a possibilidade de permanência. Não há a exigência do deslocamento constante; é possível permanecer em um mesmo ponto e, experimentar as obras em diferentes tamanhos, distâncias e ângulos. Quando optamos por circular pelo espaço, multiplicam-se os pontos de vista, ampliando também as interpretações, emoções e impressões subjetivas. Essa dinâmica transforma o espectador em parte constitutiva da experiência estética, retirando de certa maneira, a separação rígida entre obra e público.

A trajetória de vida e o processo criativo do artista, apresentados no caminho que se percorre até chegar ao espaço da exposição interativa, funciona como um prefácio sensível. Esse momento inicial aprofunda a experiência, pois contextualiza as imagens que virão a seguir. Ao reconhecer aspectos biográficos e históricos, temos a sensação de acompanhar uma narrativa, quase como se estivéssemos assistindo a um filme contado por meio das obras do pintor, o que, na minha opinião, potencializa o envolvimento emocional e cognitivo.

Em minha segunda experiência, em 2025, ao assistir ao concerto “Catedral de Luz”, percebi que, embora a proposta seja distinta, a intenção permanece a mesma: transformar o estático em movimento e intensificar a percepção sensorial. Nesse caso, o prefácio é o espaço arquitetônico da catedral, que inicialmente se apresenta como em um dia comum de visitação. No entanto, à medida que o espetáculo se inicia, o jogo de luzes, a presença da orquestra e as vozes do coral, ora coletivas, ora individuais, ressignificam todo o ambiente.

A música, aliada à iluminação e ao majestoso espaço, desperta sentimentos intensos de alegria, conexão e pertencimento. Aos poucos, público, performance e arquitetura se fundem em uma única experiência. Novamente, não somos apenas espectadores, mas participantes de uma vivência que mobiliza sentidos, memória e emoção.

Essas experiências reforçam as possibilidades que as propostas artísticas nos proporcionam, ao nos permitir interagir com a arte de diferentes linguagens e sentidos. Ao promover o encontro entre arte, corpo e emoção, as duas formas de arte interativa nos lembram de que sentir, pertencer e participar são dimensões fundamentais tanto da estética quanto dos processos de aprendizagem e formação humana.

Créditos das imagens: Ingresso.com (Van Gogh) e Curitiba.pr.gov.br (Catedral) 

 

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Patrícia Fiori Manfré é doutoranda em Teoria Literária pela UNIANDRADE, sob orientação da professora Verônica Daniel Kobs. Atualmente é professora na Rede de Ensino do Município de Curitiba.