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terça-feira, 14 de abril de 2026

 TRABALHO APROVADO PARA COLÓQUIO INTERNACIONAL DE INTERMIDIALIDADE


As professoras Mail Marques de Azevedo e Verônica Daniel Kobs estarão no Colóquio Internacional do Grupo Intermídia, em maio, na charmosa cidade de São João del-Rei. Juntas, elas escolheram analisar a obra de Frida Kahlo. Esse tema promete!!!


Créditos da imagem: Etsy e UFMG.


Que tal dar uma espiadinha no resumo do trabalho?

IN MEDIA RES: FRIDA KAHLO E A INTERMIDIALIDADE BIOGRÁFICA

Este trabalho, inscrito no eixo temático “Paisagem, memória, nostalgia”, analisa a intermidialidade biográfica como princípio estruturante da autorrepresentação no diário e nos quadros de Frida Kahlo e no filme Frida (EUA/CA, 2002), de Julie Taymor, considerando a paisagem como forma recorrente de mediação do vivido. Focaliza-se inicialmente o diário íntimo de Frida, texto multimidiático construído a partir do paralelismo entre imagens e palavras, produtos da imaginação artística. Na pintura, que constitui a segunda parte deste estudo, destacam-se o trauma e a paisagem — corporal, doméstica e cultural, reiterando as origens da artista e neutralizando a europeização. Nesse contexto, a nostalgia manifesta-se de forma ambivalente, pois é reforçada pela afirmação da identidade mexicana, ancorada em paisagens simbólicas, mas passa a ser tensionada nos quadros que reiteram o passado trágico. Na terceira seção, analisa-se o filme, que evidencia as fontes históricas e políticas de Frida, num painel representativo da paisagem da cultura mexicana. Articulando corpo, movimento, imagem e som, a adaptação fílmica investe em recursos de picturalidade para consolidar os efeitos formais da circulação entre mídias, característica central da intermidialidade biográfica. No referencial teórico, utilizam-se: Irina Rajewsky, Liliane Louvel, Bolter & Grusin, Santaella & Nöth, no que diz respeito à intermidialidade e remediação; Philippe Lejeune, Paul Ricoeur, Maurice Halbwachs, Svetlana Boym e Leigh Gilmore, para discutir memória, nostalgia, autobiografia e trauma; além de Hans Belting, W. J. T. Mitchell e Marcel Martin, que respaldam as análises relacionadas à visualidade, autorrepresentação e paisagem.

 


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