TRABALHO APROVADO PARA COLÓQUIO INTERNACIONAL DE INTERMIDIALIDADE
As professoras Mail Marques de Azevedo e Verônica Daniel Kobs estarão no Colóquio Internacional do Grupo Intermídia, em maio, na charmosa cidade de São João del-Rei. Juntas, elas escolheram analisar a obra de Frida Kahlo. Esse tema promete!!!
Créditos da imagem: Etsy e UFMG.
Que tal dar uma espiadinha no resumo do trabalho?
IN MEDIA RES: FRIDA KAHLO E A INTERMIDIALIDADE BIOGRÁFICA
Este trabalho, inscrito no eixo temático “Paisagem, memória,
nostalgia”, analisa a intermidialidade biográfica como princípio estruturante
da autorrepresentação no diário e nos quadros de Frida Kahlo e no filme Frida
(EUA/CA, 2002), de Julie Taymor, considerando a paisagem como forma recorrente
de mediação do vivido. Focaliza-se inicialmente o diário íntimo de Frida, texto
multimidiático construído a partir do paralelismo entre imagens e palavras,
produtos da imaginação artística. Na pintura, que constitui a segunda parte
deste estudo, destacam-se o trauma e a paisagem — corporal, doméstica e
cultural, reiterando as origens da artista e neutralizando a europeização.
Nesse contexto, a nostalgia manifesta-se de forma ambivalente, pois é reforçada
pela afirmação da identidade mexicana, ancorada em paisagens simbólicas, mas
passa a ser tensionada nos quadros que reiteram o passado trágico. Na terceira
seção, analisa-se o filme, que evidencia as fontes históricas e políticas de
Frida, num painel representativo da paisagem da cultura mexicana. Articulando
corpo, movimento, imagem e som, a adaptação fílmica investe em recursos de
picturalidade para consolidar os efeitos formais da circulação entre mídias,
característica central da intermidialidade biográfica. No referencial teórico,
utilizam-se: Irina Rajewsky, Liliane Louvel, Bolter & Grusin, Santaella
& Nöth, no que diz respeito à intermidialidade e remediação; Philippe
Lejeune, Paul Ricoeur, Maurice Halbwachs, Svetlana Boym e Leigh Gilmore, para
discutir memória, nostalgia, autobiografia e trauma; além de Hans Belting, W.
J. T. Mitchell e Marcel Martin, que respaldam as análises relacionadas à
visualidade, autorrepresentação e paisagem.

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