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quarta-feira, 4 de junho de 2025
terça-feira, 3 de junho de 2025
CURIOSIDADES DA PLATAFORMA SUCUPIRA
Fonte da imagem: https://pt.dreamstime.com/
Ano após ano, nossos Programas de Mestrado e Doutorado dão sinais claros de crescimento e o objetivo desta postagem é registrar essa evolução:
- Em 2022, o relatório anual totalizou 626 páginas e registrou 412 produções intelectuais. Em 2023, foram 898 páginas e 433 produções. Em 2024, os números subiram, e muito: 1.102 páginas e 581 produções!
- Ao fim de cada quadriênio, é preciso atualizar a “Proposta”, um relatório que atualmente conta com 12 itens e vários subitens. Em 2020, essa parte totalizou 199 páginas. Porém, em 2024, alcançamos impressionantes 294 páginas!
- Outra marca significativa é esta: no item “Participantes externos”, saímos do número 31, em 2023, para 59, em 2024.
- No que se refere às redes sociais dos Programas, em 2023 o blog não teve nenhuma publicação. Felizmente, em 2024, depois que assumi a coordenação e reativei o blog, alcançamos a marca de 39 postagens ao longo do ano.
- No Instagram não foi diferente! Em fevereiro de 2024, essa página reunia apenas 21 publicações, relacionadas os anos de 2022 e 2023, e contava com 60 e poucos seguidores. Fechamos o ano de 2024 com boas novidades: 75 novas postagens e um total de 130 seguidores. Esse número, aliás, está em franca ascensão. Em abril de 2025, já são 161 pessoas seguindo nossa página.
- Em abril, todos os coordenadores tiveram que trabalhar na indicação dos Destaques do quadriênio. Pois bem... Nesse quesito, nossos números foram estes:
1) Produção técnica: 83 destaques.
2) Artigos: 43 destaques.
3) Produção docente (livros, capítulos e artigos): 45 destaques.
4) Egressos: 15 destaques.
5) Ciclo avaliativo: 10 destaques.
Fazendo uma conta rápida, ao todo foram indicados 196 destaques. Entretanto, não basta indicar. É preciso justificar cada escolha, utilizando o limite máximo de 4 mil caracteres com espaço. Considerando cerca de 2 mil caracteres por indicação, isso nos leva a um montante de texto bastante considerável: cerca de 400 mil caracteres ao todo!
Se nossos números falassem, talvez dissessem: "Não somos muitos, mas somos consistentes."
Fontes dos dados publicados neste texto:
- Plataforma Sucupira (CAPES).
- Blog Sarau Literário (https://teorialiterariauniandrade.blogspot.com/).
- @literatura.uniandrade (https://www.instagram.com/literatura.uniandrade).
terça-feira, 27 de maio de 2025
FALAR DE MIM SEM DIZER QUEM SOU EU
Patrícia Fiori Manfré
Crédito da Imagem: OPENAI.
Imagem gerada por inteligência artificial com base em poema autoral de Patrícia
Fiori Manfré. ChatGPT e DALL·E. 14 maio 2025.
Viver e amar
Por que, por
quem
Ser e estar
Aqui, onde, não
sei.
Saber e ensinar
O que, a quem
Ler e
interpretar,
O mundo, a
vida, alguém.
Mesmo sendo por
mim, não busco felicidade
Procuro no dia
a dia apenas simplicidade.
Vejo com os
olhos um mundo diferente
Com o coração
sinto-me quente.
Pular e brincar
Sozinha, com
você
Descer e subir
Na vida, no
amor, no ser.
Ler e aprender
Sobre mim,
sobre o mundo
Correr e sumir
Das pessoas, do
dia, de tudo.
Meu sim às
vezes é não, e meu não às vezes é sim
Pois sou um mar
de vontades sem fim.
Escalando as
paredes da minha mente, não vejo saída
Mas não para de
buscar algo da vida.
Encontrar e
achar
Motivos,
desculpas
Dar e receber
Presentes,
ausências, pelúcias.
Falar e
agradecer
Por muito, por
pouco
Crescer e
emudecer
O que há em
mim, um luto, um louco.
Ao andar por
aí, com ou sem rumo.
Eu busco e
encontro o meu prumo
De uma vida
abundante
Com crises de
lucidez constante.
------------------
Patrícia Fiori Manfré é doutoranda em Teoria Literária pela
UNIANDRADE, sob orientação da professora Verônica Daniel Kobs. Atualmente, é
professora na Rede de Ensino do Município de Curitiba.
Título já é interessante por si... "Só o título já vale o poema"... os versos reforçam o tesouro dessa bela poesia...Parabéns colega...Assim me arrisco e rabisco um pequeno ensaio "poemático"...Poematize...Poesia que renova, recriaCom rima ou sem rima"poetimazando""Poematizando"Sei lá o quêComo e quandoSó sei que nesse não saberA poesia nos faz renascerCom ou sem sentidoÉ ela capaz de nos moverÚtil, inútil,O que importa?Ciranda de palavrasEmoções, sentimentos,Palavras jogadas ao vento,Como sementes no solo fértilda imaginação, ouaté mesmo na areia desértica da solidãoSopra a brisa de uma inspiração,ou o silêncio que grita no meio da multidão...Clichê, cordel, prosa, poesiaNenhum adjetivo quiçá seja capaz de te definir...Simples, complexo como o existir!!!Poematize sempre...afinal poematizar é eternizar o momento...Claudinei Duarte de LimaMestrando
quarta-feira, 21 de maio de 2025
segunda-feira, 19 de maio de 2025
ALUNOS E PROFESSORES DA UNIANDRADE PUBLICAM TRABALHOS NOS ANAIS DA FUST UNIVERSITY
As publicações consolidam a participação do Mestrado e do Doutorado da Uniandrade no SIET-DH, promovido pela IES parceira, em dezembro de 2024.
Acesse o link para ver a publicação completa:
https://antropuseducacional.com.br/wp-content/uploads/2025/05/SIETH-2024-Completo-.pdf
Agradecemos à FUST e à Editora Antropus, por mais esse incentivo ao diálogo e à promoção do conhecimento e da pesquisa acadêmica.
terça-feira, 13 de maio de 2025
MESTRADO E DOUTORADO EM TEORIA LITERÁRIA DA UNIANDRADE
MARCAM PRESENÇA NO CINE-FÓRUM 2025
De
13 a 16 de maio será realizada a 5ª edição do Cine-Fórum, que contará com a
trabalhos desenvolvidos por alunos e professores de nossos programas. Confira,
a seguir, os temas e discussões que serão pauta, no evento desta semana:
1)
OS ZUMBIS COMO METÁFORA EM NIGHT OF MINI DEAD (LOVE, DEATH & ROBOTS,
T03E04)
Autores:
Thales Vianna Coutinho (doutorando da UNIANDRADE) e Verônica Daniel Kobs
(professora da UNIANDRADE)
RESUMO:
Atualmente, os zumbis são uma das figuras mais recorrentes na cultura popular e
frequentemente são utilizados como metáforas para questões sociais, políticas e
de saúde. Argumenta-se que a evolução do horror zumbi reflete medos coletivos,
destacando como os monstros da ficção funcionam como expressões bioculturais
das ansiedades humanas. O zumbi, nesse contexto, torna-se um espelho de nossa
fragilidade diante de ameaças biológicas e institucionais. Objetivo: Com base
nesses pressupostos, analisamos o episódio Night of Mini Dead (T03E04), da
série Love, Death & Robots à luz dessa perspectiva metafórica. O episódio
subverte a narrativa tradicional dos filmes de zumbi ao apresentar um surto
apocalíptico em um formato acelerado e satírico. A velocidade com que os zumbis
se espalham e destroem a sociedade ilustra a rapidez e imprevisibilidade de uma
pandemia. Resultado: Elementos como o caos social imediato, a destruição de
espaços públicos (incluindo escolas) e a resposta política desarticulada apontam
para uma crítica à ineficácia governamental diante de crises sanitárias. A
decisão final dos líderes mundiais de recorrer a soluções bélicas ressoa com os
desafios enfrentados durante a pandemia da covid-19. Considerações: o episódio
pode ser compreendido como uma metáfora da crise pandêmica recente, reforçando
como a irracionalidade, a falta de planejamento e a inabilidade política
agravam a propagação de ameaças globais. Ao adotar um tom cômico e acelerado, o
enredo ressalta a natureza absurda das respostas institucionais ao caos,
evidenciando a vulnerabilidade das estruturas sociais diante de eventos de
grande escala.
2)
PERSPECTIVA BÍBLICA E PRODUÇÃO DE PRESENÇA EM “ANA TERRA”, DE ERICO VERISSIMO
Autoras: Ligia Fernanda Giorgia de Oliveira Klein (mestranda da UNIANDRADE) e Greicy Pinto Bellin (professora da UNIANDRADE)
RESUMO:
A intersecção entre textos sagrados e obras literárias tem sido objeto de
crescente interesse nos estudos literários, como demonstram os trabalhos de
Northrop Frye (2004) e Robert Alter (2007). Esse diálogo abre espaço para
análises intertextuais que revelam como a literatura se apropria de elementos
bíblicos para a construção de sentido. Este resumo apresenta a pesquisa de
mestrado que investiga a relação na obra “Ana Terra”, de Erico
Verissimo, considerando as intertextualidades com o livro de Rute e “Provérbios
31”. O estudo fundamenta-se nas teorias da intertextualidade de Bakhtin (1929),
Kristeva (1979) e Barthes (1979), bem como, na produção de presença e Stimmung
propostas por Hans Ulrich Gumbrecht (2014). A trajetória de “Ana Terra”,
marcada pela luta e resiliência, ecoa a narrativa de Rute, que também
enfrenta desafios e transforma sua realidade por meio da coragem e da
determinação. Do mesmo modo, a representação feminina em “Ana Terra” se
aproxima da mulher virtuosa de “Provérbios 31”, cujas qualidades de força e
trabalho refletem a identidade da protagonista. Essas intertextualidades
contribuem para a construção da identidade cultural e simbólica da personagem,
inserindo-a em um contexto de tradição e ancestralidade. A teoria da produção de
presença de Gumbrecht permite compreender como a materialidade do texto e a
ambiência evocada na narrativa de Verissimo afetam o leitor de maneira
sensorial. Elementos como a paisagem, as descrições corpóreas e a violência
experienciada por Ana criam um impacto emocional que ultrapassa a simples
interpretação hermenêutica, favorecendo uma experiência imersiva. A atmosfera
emocional, ou Stimmung, que permeia a obra intensifica a conexão entre
texto e leitor, promovendo um envolvimento que ressoa com questões de
identidade, ancestralidade e territorialidade. Além disso, a abordagem
intertextual possibilita uma leitura que transcende os limites do texto
literário, revelando a influência da tradição bíblica na literatura brasileira
contemporânea. Ao destacar os diálogos entre “Ana Terra” e as
Escrituras, esta pesquisa amplia a compreensão da narrativa e reforça a
relevância do romance de Verissimo na construção de uma literatura que articula
memória, cultura e experiência histórica. Assim, essa pesquisa de mestrado não
apenas analisa os aspectos literários e intertextuais, mas também explora as
dimensões sensoriais da leitura, enfatizando como a literatura pode ser
vivenciada de maneira tangível e afetiva pelo leitor.
3)
COGNITIVAMENTE INADAPTÁVEL: O CASO DE “A COR QUE VEIO DO ESPAÇO” DE H. P.
LOVECRAFT
Autor:
Thales Vianna Coutinho (doutorando da UNIANDRADE)
RESUMO: The Colour
Out of Space (“A Cor que veio do Espaço”) é um conto do escritor
norte-americano H. P. Lovecraft, publicado em 1927, que encapsula a filosofia
lovecraftiana do desconhecido e do incognoscível, característica nuclear do
horror cósmico (Dzienkonski, 2023). No original, a cor é descrita como: "A
cor, que lembrava algumas das faixas do estranho espectro do meteoro, era quase
impossível de descrever; e era somente por analogia que eles a chamavam de cor".
Ao longo das décadas, foi adaptada para o cinema em diferentes ocasiões. A
saber: "Die, Monster, Die!" (1965), "The Curse"
(1987), "Colour from the Dark" (2008), "Die Farbe"
(2010) e "Color Out of Space" (2019). No entanto, todas as adaptações
cinematográficas de The Colour Out of Space apresentaram desafios em traduzir a
incompreensibilidade cósmica de Lovecraft para a linguagem visual (Basu &
Ray, 2023). O objetivo desse trabalho foi tecer uma argumentação de psicologia
teórica para explicar as dificuldades significativas e reiteradas enfrentadas
pelas tentativas de adaptar o conto de Lovecraft para o cinema. Para isso,
realizou-se uma revisão narrativa da literatura, buscando por artigos que
tratassem dos limites perceptuais e cognitivos da imaginação. É possível
conceber pontos de vista radicalmente diferentes do humano? (Elson, 2024).
Malik (2015) explorou os limites da imaginação humana e argumentou que, embora
pensemos ser capazes de imaginar o impossível, o que realmente fazemos é
reinterpretar conceitos conhecidos. Ainda, ao analisar a natureza de um
conteúdo perceptivo e das imagens mentais, verificou-se que ambos compartilham
características fundamentais (Nanay, 2015). Já McCarroll (2022) investigou as
relações entre memória e imaginação, argumentando que ambas são centrais para a
construção da realidade subjetiva. Portanto, à luz dessas evidências, é
possível argumentar que a razão pela qual as adaptações cinematográficas do
conto de Lovecraft inspiram críticas negativas é que estamos diante de uma obra
inadaptável, tendo em vista que sua descrição desafia a nossa estrutura
cognitiva capaz de imaginar visualmente algo.
4) E
O OSCAR VAI PARA... ANNE HATHAWAY: O EFEITO DA DECISÃO DO DIRETOR PELO USO DE
CLOSE-UP SOBRE O ENGAJAMENTO EMOCIONAL DIANTE DAS CENAS DE "OS
MISERÁVEIS" (2012)
Autor:
Thales Vianna Coutinho (doutorando da UNIANDRADE)
RESUMO:
A psicologia da mídia sugere que planos em close-up intensificam a empatia
dos espectadores com os personagens, ampliando a percepção de suas emoções e
estados mentais. Estudos recentes apontam que essa técnica cinematográfica
facilita a teoria da mente e aprofunda a imersão na narrativa. Este trabalho
analisa o uso dessa estratégia no filme Os Miseráveis (2012), com foco
na cena em que Anne Hathaway interpreta I Dreamed a Dream, performance
que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. A decisão do diretor Tom
Hooper de utilizar um close-up de rosto na atriz contribuiu para maximizar a
conexão emocional com o público, tornando a sequência um dos momentos mais
emblemáticos do filme. No caso de Hathaway, a escolha estética destacou cada
nuance de dor e resignação da personagem Fantine, amplificando seu apelo
dramático. No entanto, apesar de sua contribuição estética e emocional decisiva
para o sucesso da cena, em um momento histórico em que a própria literatura
científica da psicologia não demonstrava esse efeito, o Oscar de 2012 foi
injusto ao não indicar Tom Hooper na categoria de Melhor Diretor. Sua
direção refinada, antecipando os achados científicos, foi determinante para a
construção de uma das performances mais impactantes da década. Esta análise
reafirma o papel central da linguagem visual na recepção afetiva e no
reconhecimento crítico de atuações cinematográficas.






