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quarta-feira, 2 de julho de 2025

 NÃO É LIVRO DE RECEITA, MAS É COM MUITO SABOR: AS COZINHEIRAS DE LIVROS, UM MUNDO ENCANTADO PARA CRIANÇAS, ADULTOS E EDUCADORES

 

Kelly Batista


 

Créditos da imagem: As cozinheiras de livros, Paulinas. Disponível em: <https://www.paulinas.com.br/produto/cozinheiras-de-livros-as-2363> Acesso em: 24 junho 2025.

 

Conheci a obra As Cozinheiras de Livros, de Margarida Botelho, no meu trabalho como formadora de professores, e essa experiência foi realmente muito especial. Embora seja uma obra da literatura infantojuvenil publicada pelas Livrarias Paulinas, ela revela um universo lindo e rico, capaz de encantar tanto crianças quanto adultos.

Por trabalhar com estudantes do Ensino Fundamental (anos iniciais), é natural que eu traga uma referência da literatura infantil para ampliar o repertório literário dos professores. No entanto, As Cozinheiras de Livros vai além da simplicidade aparente da literatura infantil, descobrimos nela um mundo cheio de sabores, cheiros e sentidos, uma verdadeira cozinha onde os livros são preparados com afeto, criatividade e magia.

E se um dia não houvesse livros novos para lermos? E já tivéssemos explorado todos os nossos livros de trás para frente, de baixo para cima e até de pernas para o ar? Como viveríamos sem novas histórias, aventuras e heróis? Em uma cidade em alvoroço, algo muito estranho está acontecendo: não há livros novos. Seria uma crise literária? Ninguém sabia ao certo a resposta.

Escrito e ilustrado por Margarida Botelho, As Cozinheiras de Livros traz uma história original e divertida que convida os leitores a conhecerem a cozinha mágica onde as cozinheiras preparam livros misturando palavras, imaginação, emoções e criatividade para criar histórias encantadoras. A obra é uma celebração do poder da literatura para nutrir o espírito e despertar os sentidos, mostrando que os livros são verdadeiras receitas de encantamento.

Fazendo um paralelo com o nosso cotidiano pedagógico, muitas vezes somos nós, educadores, que ensinamos os estudantes a sentir os encantamentos dos livros, ajudando-os a entrar nesse universo sensorial e imaginativo. A obra é um convite para que professores e alunos juntos vivenciem o encanto da literatura, despertando o amor pelos livros desde cedo.

A obra nos relembra que a literatura é uma experiência que une gerações, um mundo instigante para crianças e adultos, onde a imaginação e o conhecimento se misturam e se transformam em histórias inesquecíveis. Convido-os a conhecerem e se deliciarem com esses sabores literários.


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Kelly Batista é Graduada em Letras, História e Pedagogia. Especialista em Educação Infantil, Educação de Jovens e Adultos, Meio Ambiente e Docência no Ensino Superior. Atuou como professora de Português e Inglês na SEED PR, professora tutora e pesquisadora nos cursos de Letras da Universidade Internacional UNINTER. Atualmente atua como Alfabetizadora na Secretaria Municipal de Educação de Curitiba.


 SEMINÁRIO DE PESQUISA — EDIÇÃO 2025



Tem coisa boa vindo por aí...
Neste ano em que comemoramos o “Dalton 100”, a homenagem do Mestrado e do Doutorado em Teoria Literária da UNIANDRADE será feita nos dias 8, 9 e 10 de outubro de 2025, durante o XVII Seminário de Pesquisa.
As discussões sobre a obra do Vampiro de Curitiba🦇estão relacionadas ao grande tema do seminário: “Permanências e travessias: Literatura, espaços & identidades”, que vai tratar de outros escritores também.
Desde já, agradecemos aos colegas e às instituições que irão ajudar na divulgação do evento: UNIANDRADE, UNESP, UFPR, UFES, UEPB, UNEMAT, UFR, PUC-SP e UNIASSELVI.
As inscrições serão abertas no início de agosto, mas já podemos adiantar que as atividades vão reunir profissionais de diversas áreas: Letras, Teatro, Pedagogia, Jornalismo, História, Educação e Psicologia. Afinal, vivemos em uma época de confluências, não é mesmo?
O casting já está confirmado e está repleto de estrelas:⭐💫🌟

🗓️ Primeiro Dia: 😍
- Fátima Ortiz.
- Companhia de Teatro Pé no Palco.
- Maria Perla Araújo Morais.
- Camila Marchioro.
- Greicy Pinto Bellin.

🗓️ Segundo Dia: 🥳
- Raquel Illescas Bueno.
- Ana Vitória Imperiano.
- Juliana Nascimento de Almeida.
- Verônica Daniel Kobs.
- Thales Coutinho.

🗓️Terceiro Dia: 🤩
- Paulo Krauss.
- Célio Martins.
- Diego Antonelli.
- Verônica Daniel Kobs.

 

Não dá pra perder, né!?
Então, reserve espaço na sua agenda. Nos dias 8, 9 e 10 de outubro já temos encontro marcado. Mais detalhes em agosto, no Blog Sarau Literário e no Instagram!
@literatura.uniandrade


Créditos da imagem:
- Canva AI Photo & Video Editor.
- https://www.silvanatoazza.com.br/
- VDKobs.


terça-feira, 24 de junho de 2025

PROFESSORA DA UNIANDRADE LANÇA CAPÍTULO SOBRE LITERATURA E TECNOLOGIA DIGITAL 


​O​ capítulo​ intitulado “Textos mínimos, múltiplos e incomuns”, escrito pela professora e coordenadora Verônica Daniel Kobs, foi publicado no livro “Leituras intermidiáticas e intermidialidades narrativas”, que acaba de ser lançado​ pela Pontes Editora.

Para quem quiser ver o e-book completo, basta acessar o link:
​O capítulo ​escrito pela professora Verônica começa na p. 231! 

Crédito da imagem: Pontes Editora.


Referências:

KOBS, Verônica D. Textos mínimos, múltiplos e incomuns. In: MATTOS, Cristine F. de; RIBAS, Maria C. C.; DINIZ, Thaïs F. N. (Orgs.). Leituras intermidiáticas e intermidialidades narrativas. Campinas: Pontes Editores, 2024, p. 231-252.



 FUI DESAFIADA POR UM LIVRO: MINHA EXPERIÊNCIA COM A MANDÍBULA DE CAIM

 

Mariana C. Paluch

 

Desde muito pequena, tive contato com a literatura. Ainda no maternal, minhas professoras da Educação Infantil já me apresentavam livros e histórias, e esse hábito foi sendo alimentado ao longo dos anos com o apoio da minha família. A leitura, para mim, sempre foi um lugar de prazer, descoberta e imaginação.

 

Hoje em dia, leio em média 20 livros por ano, a maioria envolvendo suspense e fantasia, que são meus gêneros preferidos. E foi em uma das minhas buscas por algo novo e desafiador que descobri A Mandíbula de Caim. Vi comentários curiosos sobre o livro no booktok e fiquei intrigada com a proposta. Assim que entendi do que se tratava, não resisti: precisei conferir por mim mesma.

 

A Mandíbula de Caim não é um livro comum. Ele propõe um verdadeiro quebra-cabeça literário. As páginas não estão em ordem cronológica, e o leitor precisa descobrir qual é a sequência correta da história. Além disso, há seis assassinatos ao longo da narrativa, e nosso papel é descobrir quem foram as vítimas e quem são os assassinos. Ou seja, você não apenas lê a história — você a investiga e a reconstrói. 

 

Crédito da Imagem: A Mandíbula de Caim, Livrarias Curitiba. Disponível em: <https://www.livrariascuritiba.com.br/a-mandibula-de-caim-lv495692/p>. Acesso em: 10 junho 2025.

           

A leitura exige atenção, paciência e uma boa dose de raciocínio lógico. O texto é sofisticado, com vocabulário rico e muitas figuras de linguagem. Há poucos diálogos, pode-se dizer que não há nenhum, o que torna a experiência ainda mais intensa, pois cada frase pode esconder uma pista. Em alguns momentos me senti desafiada como nunca antes em uma leitura — e adorei isso!

 

Se você gosta de mistérios, enigmas, e livros que exigem participação ativa do leitor, recomendo fortemente A Mandíbula de Caim. Mais do que uma história, ele é uma experiência que mexe com a mente e aguça a curiosidade. Estou completamente envolvida com esse enigma literário — e você, será que consegue resolvê-lo?

 

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Mariana C. Paluch: é estudante do 3º ano do Ensino Médio profissionalizante em Administração, no Colégio Estadual Cívico Militar Professor Julio Mesquita. Escritora de fanfics de terror e fantasia.

terça-feira, 17 de junho de 2025

ALUNO E PROFESSORA DA UNIANDRADE VÃO MINISTRAR MINICURSO DE PSICOLOGIA NARRATIVA NO XXII CONAELL DA UNEMAT 


O doutorando Thales Vianna Coutinho e a professora Verônica Daniel Kobs vão ministrar um minicurso de Psicologia Narrativa na UNEMAT. A atividade será ofertada no período de 23 a 25 de setembro de 2025, no evento promovido pela IES de Sinop. A notícia da aprovação do minicurso foi divulgada nos últimos dias.

Confira abaixo os detalhes do minicurso e faça sua inscrição no evento para poder participar do minicurso de Psicologia Narrativa e de outras atividades que serão ofertadas no Colóquio. 











Crédito das imagens: Verônica Daniel Kobs, com o aplicativo Canva.


quarta-feira, 11 de junho de 2025

 

MINHAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A DEFESA DE TESE

 

Ana Lúcia Corrêa Darú

 

Crédito da imagem: https://pupil.coractium.com/

 

O mestrado nos habilita para o doutorado. É como se nos adaptássemos ao modo de ver e de escrever sobre um objeto de pesquisa. Nesse processo, aprendemos sobre a escrita acadêmica e as leituras destinadas a fundamentar nossa travessia de aprendizagem. Já no doutorado há um maior aprofundamento em relação à pesquisa. Há mais tempo e espaço para elaborações mais específicas e detalhadas. Nesse trajeto, que dura quatro anos, há os créditos de disciplina, os seminários, as atividades docentes, a escrita de artigos e textos. Há livros e mais livros que nos municiam e vão configurando nosso estudo. A escrita acadêmica já está inserida em nossa prática e agora somos mais habilitados para muitas incursões escritas. Vai surgindo a tese. Um texto que construímos, desconstruímos, reconstruímos e chegamos a algo muito importante: os momentos de nos depararmos com a experiência e mediação dos orientadores. Mais leituras, mais descobertas até que chega a qualificação. Um momento de colocarmos nossa escrita à prova. E saímos da qualificação com mais certezas e grandes sugestões. Mais um tempo com a tese. Novas elaborações. E chega o dia da defesa da tese: algo que aguardamos por quatro longos anos. Algo que nos desafia sobremaneira. A defesa deve conter uma apresentação, um roteiro em que passamos à banca um resumo de nossa pesquisa, o encaminhamento e as considerações finais às que chegamos. A defesa é ao mesmo tempo uma demonstração do nosso objeto de pesquisa e de nossas, ‘tão nossas’, elaborações, descobertas, conclusões. É um exercício de se lapidar as frases para que elas contenham o máximo, no menor tempo. Temos meia-hora para mostrar o que pesquisamos em anos. Ao término de nossa apresentação, a banca se desdobra para nos fazer considerações, perguntas, elogios, sugestões ou novos encaminhamentos. Cada professor da banca tem meia-hora. Nesse tempo, há algo que nos fascina: somos os maiores conhecedores da nossa pesquisa, estamos prontos para as perguntas, estamos prontos para defender nosso ponto de vista, nossas descobertas. Ao final, há uma espécie de realização interna, uma satisfação, uma gratificação pessoal. Nós choramos, não porque estamos ali, mas porque chegamos até ali. Não desistimos no meio do caminho. Conseguimos vencer nossas limitações e vivenciar esse dia, essa emoção. O sentimento de dever cumprido, de orgulho pela perseverança. Uma satisfação ímpar. Novas etapas, estudos e aprendizagens virão, mas a defesa da tese é sempre o nosso momento de aplauso interno. De realização pessoal muito gratificante.  

 

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Ana Lúcia Corrêa Darú é Mestre e Doutora em Teoria Literária pela UNIANDRADE. Sob orientação do professor Marcelo Alcaraz, ela defendeu sua tese em fevereiro de 2025.